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 BOMBER COMMAND - O PUNHO DE FERRO DA RAINHA(ATUALIZADO)

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Jack_Robert



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MensagemAssunto: BOMBER COMMAND - O PUNHO DE FERRO DA RAINHA(ATUALIZADO)   Seg 20 Jul 2009, 12:46

Desde o início da Segunda Guerra Mundial, a RAF esteve de certo modo na ponta de lança. Os comandantes ingleses esperavam conseguir deter o avanço nazista porém, estavam cientes da possibilidade de se verem sozinhos caso a europa continental inteira caisse nas mãos do fuhrer.

Nos anos 30, era claro a todas as nações que a Luftwaffe era uma força a qual não se poderia substimar de forma alguma. Ela estava equipada com algumas das aeronaves mais moderna da época e em grande quantidade.
Os ingleses deram início então a um extenso projeto de extensão da RAF. Vários novos modelos foram projetados e testados afim de dar a inglaterra a capacidade de ombrear-se a Alemanha.



Graças a este programa de modernização e expansão, surgiram aeronaves famosas como os Spitfire e os Hurricanes e algumas ineficientes tanto em desempenho como em conceito como os Rocs e os Defiants.
O Bomber Command nesse período também foi contemplado com novos e mais modernos bombardeiros. em sua boa parte aparelhos bimotores.

Os ingleses sabiam que caso ficassem isolados teriam que manter uma campanha defensiva que envolveria também ações ofensivas. Era nesse ponto, que o Bomber Command se engajaria na luta.

Os esquadrões de bombardeiros britânicos no deflagrar da guerra estavam divididos em três tipos:

Os leves para apoio a infantaria, em sua grande parte equipados com Fairey Batlle, os médios com aparelhos Hampden e Blenhem e os pesados com os Whitley.
Entre estes, o Hampden se destacava por sua anatomia. Parecia frágil. fácil de destruir mas não era. era um avião resistente e que podia levar 4.000 de bombas a 1 200 milhas da inglaterra. Sua única vulnerabilidade era sua velocidade. Em 1942, os Hampden foram tirados da linha de frente do Bomber Command e repassados ao Coastal Command. Lá atuaram como torpedeiros com sucesso. Os tripulantes de desta aeronave a chamavam perjorativamente de "Maleta Voadora"



Com excessão dos Blenhem, que de longe era o mais rápido bombardeiro inglês antes do advento do Mosquito, os aparelhos usados pelo bomber command era obsoletos se comparados aos Do-17, He-111 e Junkers alemães. Mas em 1938, a RAF começou a receber um novo bombardeiro. O Vickers Wellington.
A aeronave era uma revolução na construção aeronáutica da época. Sua estrutura era toda em trelhiça de aço. Muito semelhante a um móvel de vimy e recoberto com tela tensionada. Apesar de sua tecnologia tb ser defasada no início da guerra, os Wellingtons equiparam todos os esquadrões pesados do Bomber Command e couberam a estes aviões e suas tripulações corajosas a combater a luftwaffe e o esforço de guerra alemão.



As primeiras ações do bomber comand na guerra se deram nos lances iniciais da Batalha da Inglaterra. tanto de dia como de noite, os bombardeiros ingleses começaram a atacar os portos onde estavam sendo concentradas as formas alemães para a segunda fase da Operação Sealion. Porém, essas missões eram realiadas de acordo com a antiga doutrina de vôo na qual acreditava-se que os bombardeiros seriam capazes de se defender sozinhos e sem escolta a luz do dia. mesmo porque o Fighter Command havia expedido uma ordem proibindo seus pilotos a levar os caças para além do canal. Os caças deveriam se ocupar exclusvamente da defesa do espaço aéreo inglês.

Porém, tudo mudou em 1940 quando os bombardeiros da RAF atacaram as cidades de Wilhelmshaven e Stavanger. As perdas foram pesadas. as fontes não são 100% seguras mas, acredita-se que no ataque a estes dois alvos mais de 40 aviões com suas tripulações foram perdidos.
Em 24 de agosto de 1940, devido a um erro de navegação, 170 bombardeiros Henkel lançaram suas bombas sobre Londres. A retaliação inglesa não se fez tardar. Na noite seguinte, os alarmes anti-aéreos de Berlim soaram. O Bomber Command lançou uma campanha de retaliação contra a capital do Reich que duraria até o fim do mês. Neste primeiro Raider, mais de 81 bombardeiros participaram do ataque.
Cientes de que não poderiam contar com escolta de caças, os comandantes do Bomber Command decidiram transferir todas as operações para a noite. Essa mudança de doutrina vigorou até o fim da guerra.

Outra mudança que se aplicou foi a extinção da proteção a propriedade privada. segundo essa doutrina, os bombardeiros da RAF não podiam bombardear alvos civis. Até mesmo fábricas estavam fora da lista de alvos. O Bomber Command até então apenas atacava alvos militares. Agora, qualquer casa, prédio ou construção em uma cidade com alvos em potencial estava na mira das bombas da RAF.
Mas, haviam problemas sérios quanto a nova doutrina adotada. Os bombardeiros da RAF não dispunham de equipamento adequado para navegação noturna. Acreditem ou não, As tripulações da RAF foram as que mais usaram as estrelas para se guiar a noite de todas as forças aéreas aliadas. Mesmo assim, havia o grane problema de localizar o alvo na escuridão o que se fazia então era o seguinte procedimento:

-Calculava-se a rota, as coordenadas da cidade alvo e o tempo de vôo previsto ate lá.
-Uma vez atingida a exata coordenada e zerado o tempo de vôo, as bombas eram lançadas a esmo.

O resultado disso foi um festival de imprecisão! Houveram até casos de cidades que acordaram para assistir campos vazios vizinhos serem arrasados pelas bombas da RAF sem ao menos atingir algo que presta-se.
Em alguns casos se dava mais sorte, porém os danos eram ínfimos do ponto de vista militar e com relativas perdas civis.
A solução adotada foi o gradativo aprimoramento e treinamento de tripulações, em especial dos navegadores. Além do desenvolvimento de material de navegação mais preciso.

Com o fim da Batalha da Inglaterra, o Comando de Bombardeiros assume uma postura mais ofensiva. A inglaterra está sozinha e se concentrar apenas na defesa das ilhas Britânicas seria de certo modo aceitar uma derrota. Visando fortalecer a capacidade ofensiva contra a Alemanha, todos os fabricantes aeronáuticos da inglaterra(com excessão daqueles que estavam produzindo caças) receberam ordens para desenvolver projetos para novos bombardeiros visando ampliar a capacidade de ataque inglês bem como modernizar a frota. De fato, alguns modelos de bombardeiros como os Wellington continuaram a ser produzidos até o fim da guerra mas em escala menor. O Wellington só foi mantido em produção devido a sua resistência e confiabilidade a qual nos falaremos mais adiante. Os obsoletos Whitley tiveram sua produção encerrada em 1940 e todos os que estavam operacionais foram transferidos para o Coastal Command e para operações especiais do SOE, SAS e Commados. Os Hampden tiveram o mesmo destino.

Para substituir estes aviões, A Avro, Short Aircraft, e Handley-Page ofereceram bons projetos. O alto-comando da RAF especificou que queria um novo bombardeiro pesado e um novo bombardeiro médio. A Short Aircraft saiu na frente apresentando aquele que não seria o mais famoso bombardeiro da RAF, mas o maior sem dúvida em tamanho e capacidade de bombas até o advento do Lancaster. O Short Stirling.



O Stirling foi introduzido para operações regulares logo no final de 1941, Era uma aeronave grande apesar de possuir uma envergadura desproporcional a fuselagem. Exigência do alto comando para que ele pudesse caber nos hangares padrão. A aeronave tinha alcance para atingir a Alemanha e voltar porém não possuia muita velocidade e seu teto operacional era de 17 000 pés. O interessante e fatal, era o fato que a medida que os motores envelheciam o teto de operação caia para 13.000 pés. Dentro da zona mortal das flaks. Apesar disso era uma aeronave confiável e que participou ativamente dos primeiros anos de campanha noturna da RAF.
Após a chegada de modelos melhores, gradativamente foi sendo tranferidos para grupos de treinamento e operações especiais. Muitos foram convertidos para transporte de tropas e reboque de planadores. inclusive muitos destes atuaram no Dia-D.

Faremos uma pausa aqui. Continuaremos no próximo post. Este será uma edição deste. Obrigado. study

Bom, continuando esta matéria falaremaos agora sobre outros bombers que começaram a ser introduzidos no Comando de Bombardeiros da RAF.

Afim de atender aos requisitos de um bombardeiro médio/pesado bomitor, a Avro ofereceu Manchester. O avião tinha um bom desenho mas era em muito prejudicado pela sua motorização. Dois Rolls-Royce Vulture. O motor não era nada confiável. tendia a enguiçar, incendiar ou simplesmente quebrar em pleno vôo. Colocando em risco os seus 7 tripulantes.
Cerca de 202 Manchester foram produzidos e entregues ao Bomber Command, mas a má fama dos motores condenou o aparelho a desativação.



Apesar do fracasso da aeronave, a Avro via que esta poderia ser aperfeiçoada e requisitou ao ministério da guerra quatro unidades de motores Rolls-Royce Merlin, o que devido a falha do projeto da companhia foi categoricamente negado. Mas isso não desmotivou a equipe da Avro que de forma"ilicita" conseguiu se apropriar de 4 motores Merlim.

Uma vez de posse dos motores, os engenheiros da Avro se debruçaram nas pranchetas afim de refazer o Manchester.
Os engenheiros chegaram a conclusão de que a fuselagem não era problema. O que precisaria ser feito era um reforço na estrutura para receber uma nova asa que abrigaria mais combustivel e os novos motores. Após árduo trabalho e uma boa conversa com o ministério da guerra para explicar como 4 motores Merlins haviam chegado a Avro, o novo avião foi apresentado. Surgia um dos mais lendários bombardeiros Ingleses. O Lancaster.



O Lancaster era tudo o que se esperava que o Manchester fosse. Uma aeronave primorosa e sem defeitos. Para um bombardeiro pesado de longo alcance era uma aeronave bastante ágil mesmo com carga máxima de bombas. O ministério da guerra ficou muito impressionada com o novo avião e deu carta branca para que a Avro desse início a produção em série. Logo os primeiros Lancasters já estavam substituindo os Hampden dos esquadrões 1 e 5 da base de Lincolnshir. Os demais esquadrões continuariam voando com os Wellington mais algum tempo ate estes também receberem seus Lancasters.


***imagem com direitos reservados.

O Lancaster logo se tornou o xodó de suas tripulações. estás passaram por reciclagens constante e não é exagero falar que ao final de 1942, as tripulações de Lancasters estavam entre os melhores homens das forças inglesas. cada tripulação era como um único membro a fazer o avião todo funcionar. reinava a bordo uma enorme disciplina.

Faremos aqui mais uma pausa. Logo atualizaremos. study


Última edição por Jack_Robert em Ter 21 Jul 2009, 21:43, editado 1 vez(es)
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199RAF_Rafael

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MensagemAssunto: Re: BOMBER COMMAND - O PUNHO DE FERRO DA RAINHA(ATUALIZADO)   Seg 20 Jul 2009, 20:28

hehehe belo post!!!
Very Happy
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199RAF_Sniper

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MensagemAssunto: Re: BOMBER COMMAND - O PUNHO DE FERRO DA RAINHA(ATUALIZADO)   Ter 21 Jul 2009, 06:27

Cara , muito bom ,vou ficar ligado, além de gostar da história da 2ª Guerra, também gosto de bombardeiros.
abraços

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MensagemAssunto: Re: BOMBER COMMAND - O PUNHO DE FERRO DA RAINHA(ATUALIZADO)   

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BOMBER COMMAND - O PUNHO DE FERRO DA RAINHA(ATUALIZADO)
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